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O continente africano possui uma das maiores diversidades culturais do planeta. Sendo ele o terceiro maior continente e o segundo mais populoso. Com isso, por meio desse blog será exposto alguns temas da história africana, em especial, suas sociedades e civilizações do século XIX ao tempo presente
segunda-feira, 26 de outubro de 2020
Uma breve Introdução
O continente africano já conhecia a escravidão, pois esta já
era presente nas sociedades tradicionais. Porém, era uma escravidão diferente
da que foi empreendida pelos europeus a partir do século XV, na era mercantil,
onde a comercialização de mão de obra humana negra era vista sendo mais a lucrativa
e valiosa mercadoria para a metrópole do que a indígena.
No texto “Memória D’África: A temática africana em sala de
aula”, dos autores Carlos Serrano e Mauricio Waldman, é ressaltado um estudo
sobre a África tradicional, ou seja, antes da chegada dos europeus. Em
relação as sociedades tradicionais africanas, Serrano e Waldman expõem que a
identidade de um africano típico está associada ao núcleo familiar. Em que há a
valorização da mulher fértil e do homem viril, ou seja, da família extensa, com
isso garantia-se maior domínio das terras e continuidade ancestral, preservando
o culto aos ancestrais.
A família constituía o centro da vida social manifestando
uma grande diversidade étnica e cultural que se juntavam formando tribos,
reinos ou impérios. Dentro do núcleo familiar a mulher que cometesse
adultério poderia ser vendida e tornava-se escrava, pois apenas ao homem era
garantido a poligamia, se este tivesse condições de bancar todas as mulheres
igualmente. Além da valorização da família extensa, e da existência de uma
diversidade étnica e cultural, há também a valorização da terra, em que esta
era um bem coletivo da família, do reino, do povo.
O continente africano é visto como sendo um dos berços da
escrita, porém na África tradicional tinha-se a predominância da tradição oral.
Essa comunicação que ocorria por meio da oralidade que coloca como papel de
destaque nessa pratica os griots, ou seja, “contadores de história”. O
objetivo dessa tradição oral era de eternizar a memória coletiva, fazendo
com que a identidade étnica fosse conservada.
Nesse comércio comercializava-se marfim, ouro panos, peles
de animais e riqueza humana (negociação de africanos e africanas) para
escravidão. Porém uma escravidão diferente da empreendida pelos europeus a
partir do século XV.
Esses africanos e africanas comercializados submetidos a
escravidão eram levados para trabalhar no califado, nos haréns, nos palácios,
na agricultura (cultivando aveia, açúcar e arroz), ou até mesmo como membros da
“guarda-negra”, em que eram admirados por sua coragem e habilidade bélica.
Vários fatores poderiam tornar um africano ou africana
escravos na África tradicional, a existência de escravo por guerra, seria
aquele que fosse capturado durante uma batalha; escravo nascido de mulheres
escravas, assim estes permaneciam se não fossem resgatados; escravo proveniente
do comercio transcontinental (de longa distância); escravo para pagar um
castigo imposto por julgamento, normalmente quando se quebrava uma norma, ou
furtava ou no caso das mulheres por adultério, pois apenas ao homem era
permitida a poligamia; escravo por dívida, onde tornava dependente do seu
devedor e escravo por tempo de penúria, seria quando não se tinha o que comer,
colocando-se voluntariamente a posição de escravo.
MEMES
Afinal, o que são memes ? A expressão meme é usada para descrever um conceito de imagens, vídeos, gifs , e/ou relacionados ao humor, qu...

