quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

MEMES

 Afinal, o que são memes

A expressão meme é usada para descrever um conceito de imagens, vídeos, gifse/ou relacionados ao humor, que se espalha via Internet. Na sua forma mais básica, meme é tudo aquilo que os utilizadores da Internet repetem, simplesmente uma ideia que é propagada.

 Os memes podem ser de vários tipos, como um desenho, geralmente em preto e branco. Alguns são caricaturas, alguns são "homens palitos" e alguns são claramente uma fotografia adaptada para um desenho. Também podem estar em forma de frases, geralmente acompanhada de um desenho, as frases são sujeitas à alterações e trocadilhos. 

À seguir serão expostos 5 memes relacionados com a História da África. 

Neste meme é representado na primeira imagem a felicidade do homem ao saber que o continente africano se tornou independente. E seu espanto logo abaixo, na imagem seguinte, após saber que foram muitas batalhas, muitas guerras civis para esta conquista. 

Uma vez que o continente africano foi colônia de potências europeias até a segunda metade do século XX. E sua independência se deu pela ocorrência da Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945, quando o enfraquecimento das nações fez ressurgir movimentos de luta pela independência em todas as colônias africanas.



Vou mais além ainda, duvido postarem 20 comentários diferentes com informações da África pré-colonial. Muitas pessoas em geral, não só alunos, nunca tiveram contato com a história da África tradicional. Uma vez que a história a qual é passada dentro da sala de aula é predominantemente caracterizada pelo eurocentrismo, focada no colonizador, no homem branco europeu. Ou seja, pouco se sabe sobre o comércio, a tradição, a cultura, a escravidão, antes da invasão europeia. 






 O continente africano é conhecido por ser o continente mais pobre do mundo. Apesar de ser um grande produtor e exportador de produtos oriundos da produção agrícola, não consegue alimentar sua população. Lembrando que, a África teve seus países injustiçados e explorados durante e após o imperialismo europeu que sugou toda a riqueza africana que fosse possível, transportando-a para os países da Europa. 







Poucos sabem, mas Portugal foi o primeiro país europeu a desembarcar no continente africano, havendo literaturas que ressaltam que também foi o ultimo. Isso, devido a ideia de contornar a África para chegar até as Índias, na compra de especiarias. 

O avanço português foi deixando rastros – muitos deles, visíveis até hoje. A exploração dos rios entre as bacias do Senegal e Níger, por exemplo, é a origem do nome Lagos, que batiza a capital da Nigéria e é referência direta à cidade homônima em solo português.





Mesmo nada sendo representado no quadrado aonde está escrito África, não podemos deixar de destacar o quanto foi e é e continuará sendo forte a influência da cultura africana em todos os cantos do mundo, em especial no Brasil.  Acarajé, Cuscuz, Vatapá, Feijoada, etc., são alguns exemplos desse legado. Além da comida, temos esportes, influencias musicais, religiosas, ou seja, nossa cultura brasileira foi e é construída por parte da cultura africana., tornando-se afro-brasileiros. 

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Podcast

https://anchor.fm/rafaela-souza73/episodes/frica-eljlno/a-a3lhdek 

Uma breve Introdução

 

O continente africano já conhecia a escravidão, pois esta já era presente nas sociedades tradicionais. Porém, era uma escravidão diferente da que foi empreendida pelos europeus a partir do século XV, na era mercantil, onde a comercialização de mão de obra humana negra era vista sendo mais a lucrativa e valiosa mercadoria para a metrópole do que a indígena. 

No texto “Memória D’África: A temática africana em sala de aula”, dos autores Carlos Serrano e Mauricio Waldman, é ressaltado um estudo sobre a África tradicional, ou seja, antes da chegada dos europeus. Em relação as sociedades tradicionais africanas, Serrano e Waldman expõem que a identidade de um africano típico está associada ao núcleo familiar. Em que há a valorização da mulher fértil e do homem viril, ou seja, da família extensa, com isso garantia-se maior domínio das terras e continuidade ancestral, preservando o culto aos ancestrais. 

A família constituía o centro da vida social manifestando uma grande diversidade étnica e cultural que se juntavam formando tribos, reinos ou impérios. Dentro do núcleo familiar a mulher que cometesse adultério poderia ser vendida e tornava-se escrava, pois apenas ao homem era garantido a poligamia, se este tivesse condições de bancar todas as mulheres igualmente. Além da valorização da família extensa, e da existência de uma diversidade étnica e cultural, há também a valorização da terra, em que esta era um bem coletivo da família, do reino, do povo.

O continente africano é visto como sendo um dos berços da escrita, porém na África tradicional tinha-se a predominância da tradição oral. Essa comunicação que ocorria por meio da oralidade que coloca como papel de destaque nessa pratica os griots, ou seja, “contadores de história”.  O objetivo dessa tradição oral era de eternizar a memória coletiva, fazendo com que a identidade étnica fosse conservada.  


A cultura da África tradicional também foi marcada pela existência de redes de caminhos ou trocas, ou seja, as chamadas feiras locais. Estas eram espaço de sociabilidade, de trocas comerciais, de acordos de casamento entre outros. Fora as feiras locais, A África ao contrário dos pensamentos de muitos eurocentristas, não foi um continente fechado e que foi aberto pelos europeus a partir do século XV, desde o século VII na África tradicional havia o intercâmbio comercial e cultural, isso era o comercio transcontinental.

Nesse comércio comercializava-se marfim, ouro panos, peles de animais e riqueza humana (negociação de africanos e africanas) para escravidão. Porém uma escravidão diferente da empreendida pelos europeus a partir do século XV.

Esses africanos e africanas comercializados submetidos a escravidão eram levados para trabalhar no califado, nos haréns, nos palácios, na agricultura (cultivando aveia, açúcar e arroz), ou até mesmo como membros da “guarda-negra”, em que eram admirados por sua coragem e habilidade bélica.

Vários fatores poderiam tornar um africano ou africana escravos na África tradicional, a existência de escravo por guerra, seria aquele que fosse capturado durante uma batalha; escravo nascido de mulheres escravas, assim estes permaneciam se não fossem resgatados; escravo proveniente do comercio transcontinental (de longa distância); escravo para pagar um castigo imposto por julgamento, normalmente quando se quebrava uma norma, ou furtava ou no caso das mulheres por adultério, pois apenas ao homem era permitida a poligamia; escravo por dívida, onde tornava dependente do seu devedor e escravo por tempo de penúria, seria quando não se tinha o que comer, colocando-se voluntariamente a posição de escravo. 

 

 









MEMES

  Afinal, o que são memes ?  A expressão meme  é usada para descrever um conceito de imagens, vídeos, gifs ,  e/ou relacionados ao humor, qu...